Cá estou eu, lá se vai o quarto mês do ano e me deparo no dia 09. Nascer é um presente e me sinto grato ao universo por isso. Ao que eu sou, ao que será de mim e a todas as mudanças que o tempo trouxe. As escolhas do dia que perfazem e concretizam a incerteza do amanhã. A chuva fina rega a terra seca hoje, um alento para os dias quentes. Os sonhos outrora tão diversos, vão ficando nítidos e tomam forma real, tal como reflexo no espelho. Dos dias, só o tempo pode dizer! Das horas seguintes, só o tempo poderá definir se pela companhia ou solidão dos dias de meia partida. Me acostumo a tudo isso, e adormeço num ritmo lento, constante como o vento agora, frio... o tempo. Só o tempo.
Chuva, trovão, comida quase no ponto, casa com gente, lua escondida, frio aconchegante, setembro... nunca houve na vida tempo melhor...

